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2 de dezembro de 2011
Música: Moacyr Luz
A gênese do samba, do fazer samba e sambar, comunga com o seu entorno, e, por conseguinte, o samba é muito diferente da cultura de massa que se aplica por hierarquia ao povo. O samba é da massa. O samba é do trabalhador. Moacyr Luz é como todos os trabalhadores do samba, que nos permitem asseverar esta equação, que o samba é um universo que não impõe distâncias aos seus interlocutores. Sambistas de compor, de cantar, de dançar, de gingar, estão caracterizados e vivem sob a mesma estrutura de realizar a cultura do povo. O povo protagoniza sem possibilidades hierárquicas pelas quais um elemento se sobreponha e exclua o outro. Zeca Pagodinho realça mas não é alça deste universo e canastra. Todos sambam na mesma pele e fantasia e configuração. Terreiros, ruas, praças... O samba é em expansão, porém, ai porém, não menoscabe ambientes fechados. O desfile é sua plataforma e expõe sua plasticidade em padrão estético que enfrenta e arrebenta com os padrões de comportamento e disciplina por governo da indústria cultural. Dela mesma que patrocina o vazio, imenso vazio, de ética, da ética necessária e imprescindível na realização dos processos culturais da raça humana. O samba é processo de vida de se viver e não apenas apreciar. Agentes da passiva são o sujeito abjeto e conquista da indústria cultural. Agentes combativos são o sujeito em expressão e vitória da vida por concerto em samba. Moacyr Luz realiza com expressão viva a natureza viva do homem pela opção e alma no samba. Nossa Cidade de São José do Vale do Rio Preto saúda a oportunidade de receber o samba de todos nós em presença, gestos, cantoria e versos de Moacyr Luz.
Moacyr Luz - Saudades da Guanabara (Moacyr Luz/Aldir Blanc/P. C. Pinheiro)
Moacyr Luz - Zuela de Oxum (Moacyr Luz/Martinho da Vila)
Moacyr Luz - Samba de Fato (Moacyr Luz/Paulo César Pinheiro)
Saiba Mais Sobre Moacyr Luz: AQUI, AQUI e AQUI
Ouça seus discos, AQUI
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+ Moacyr Luz
"Moacyr Luz se despertou para a música ainda adolescente, após a morte de seu pai, numa tentativa de aliviar a dor da perda. Ainda garoto, acompanhava seu primo que estudava violão na casa da família onde morava o músico Hélio Delmiro. Com 19 anos Moacyr grava sua primeira música com a cantora Lana Bittencourt: "Eu me descubro". Além de fazer parcerias com músicos iniciantes, em 1984, Moacyr conhece Aldir Blanc, com quem possui 90 músicas gravadas em parceria até hoje. Além de Aldir, Moacyr compôs e tocou com Paulo César Pinheiro, Luiz Carlos da Vila, Hermínio Bello de Carvalho, Nei Lopes, João Nogueira e Martinho da Vila e teve várias de suas composições interpretadas por artistas do quilate de Beth Carvalho, Maria Bethânia, Gilberto Gil, Nana Caymmi, Ivan Lins, entre outros."
Texto de Igor Chaves, AQUI
Beth Carvalho - Cabô Meu Pai (Moacyr Luz/Aldir Blanc/Luís C. da Vila)
Aline Calixto - Eu Só Quero Beber Água (Moacyr Luz)
Ana Costa - Pra Que Pedir Perdão (Moacyr Luz/Aldir Blanc)
Saiba Mais Sobre Moacyr Luz: AQUI, AQUI e AQUI
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Texto de Igor Chaves, AQUI
Beth Carvalho - Cabô Meu Pai (Moacyr Luz/Aldir Blanc/Luís C. da Vila)
Aline Calixto - Eu Só Quero Beber Água (Moacyr Luz)
Ana Costa - Pra Que Pedir Perdão (Moacyr Luz/Aldir Blanc)
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++ Moacyr Luz
"Se você nunca ouviu falar de Moacyr Luz, provavelmente já ouviu algumas de suas músicas nas vozes famosas de Gilberto Gil (Mico Preto) ou Beth Carvalho (Saudades da Guanabara). Isto para não falar em Nana Caymmi, Alcione, Fátima Guedes, enfim uma infinidade de cantores que se deixaram fascinar pela música deste carioca da Tijuca que não sai de Vila Isabel."
"Polivalente, Moacyr joga nas onze: produtor, arranjador, compositor, violonista, cantor, e fazedor de amigos. E, que amigos! Ouvinte privilegiado, desde pequeno, ainda adolescente ouvia extasiado, aos ensaios de Elizeth Cardoso acompanhada ao violão por Hélio Delmiro. É que ele, aluno do violonista, era levado ao apartamento da cantora, e lá ficava em um canto, quieto, impressionado com a voz, que a consagrara como a “Divina Elizeth”, e o violão genial de Delmiro."
Texto de Cléber Cordeiro, AQUI
Moacyr Luz - Benza, Deus (Moacyr Luz/Luiz Carlos da Vila)
Moacyr Luz - Som De Prata (Moacyr Luz/Paulo César Pinheiro)
Moacyr Luz - Pra Que Pedir Perdão (Moacyr Luz/Aldir Blanc)
Saiba Mais Sobre Moacyr Luz: AQUI, AQUI e AQUI
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23 de setembro de 2011
Música - Kiko Dinucci
Nesta edição da Meio-Fio, vamos abordar a produção da música comtemporânea brasileira, produção esta que vêm sendo criminosamente ignorada pelos meios de comunicação de massa do país. É uma geração inteira de grandes artistas que têm sua obra restrita a pequenos nichos do público e não chegam ao conhecimento da maioria da população brasileira. Eles acabam se utilizando da internet como principal meio de divulgação, colocando inlusive seus discos para que todos possam baixar gratuitamente. Começamos com o Kiko Dinucci.
"Kiko Dinucci nasceu em São Paulo em 1977. Como compositor trabalha diretamente com a musicalidade paulista e paulistana influenciado por compositores como Adoniran Barbosa, Paulo Vanzolini, Geraldo Filme, Raul Torres e compositores contemporâneos como Itamar Assumpção, Luiz Tatit, Wandi Doratioto, entre outros. Seu cancioneiro é composto de Sambas, Lundus, Jongos e Modas de Viola. Trabalha atualmente com o Bando AfroMacarrônico composto de um repertório de músicas de sua autoria."
Texto completo, AQUI
Metá Metá - Vias de Fato (Kiko Dinucci/ Douglas Germano/ Edu Batata)
Dom e Kiko Dinucci - Ciranda Para Janaína (Jonathan Silva/Kiko Dinucci)
Além do trabalho om o Bando AfroMacarrônico, Kiki Dinucci já lançou um trabalho em dupla com a cantora Juçara Marçal (Padê - 2007) e outro com o compositor Douglas Germano (Duo Moviola - O Retrato do Artista Quando Pede - 2008). Em 2009 lançou o cd Na Boca dos Outros, em que sua música é interpretada por diversos cantores. Agora em 2011, ele se juntou novamente à antora Juçara Marçal e ao saxofonista Thiago França para formarem o trio Metá Metá e lançarem um dos melhores discos do ano.
"O nome Metá Metá vem da língua iorubá e pode ser traduzido como a síntese de três elementos em um. É graças à síntese do violão de Kiko, da voz de Juçara e do sax de Thiago França que um novo universo se representa através de um disco, com músicas marcantes, numa sintonia de composições e acordes coesos, que contam histórias e se completam.
A união é extremamente bem vinda aos ouvidos, pois o peso de Metá Metá se encontra exatamente na singularidade de seus três elementos unidos. A voz forte de Juçara Marçal é doce e firme, como se viesse da alma da cantora, até chegar ao ouvinte. Na base, o violão de Kiko Dinucci experimenta e testa os limites e sentidos do instrumento e dos ouvidos, enquanto vai marcando a música, acompanhando as composições e ajudando a contá-las. O sax de Thiago é rebelde, ora nervoso, ora sereno.
O marcante, aqui, são as sensações transmitidas, e, de acordo com Kiko, 'uma coisa muito forte no álbum é o fato de eu trair o violão e do Thiago trair o sax, de buscarmos trazer aos nossos instrumentos características externas, de outras linguagens, estilos e instrumentos. Tudo isso resulta numa coisa diferente, inusitada. Estamos como instrumentistas mais ligados à criação do que simplismente a fazer uma demonstração moribunda de técnicas virtuosas.' "
Texto de Gabriela Alcântara, AQUI
Metá Metá - Oranian (Douglas Germano/Kiko Dinucci)
Metá Metá - Partida em Arujá (Kiko Dinucci)
O disco Metá Metá pode ser baixado AQUI
Saiba mais sobre Kiko Dinucci, AQUI, AQUI e AQUI
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Música: Pitanga em Pé de Amora
"Pitanga em Pé de Amora O grupo paulistano Pitanga em Pé de Amora é formado por 4 rapazes e uma moça, idade média 25 anos, com um trabalho 100% autoral. Influenciados por gente do porte de Guinga, Chico Buarque,Tom Jobim e Pixinguinha, os cinco amigos de adolescência, compositores e intérpretes, apresentam um frescor a canção popular com seus instrumentos acústicos. Ângelo Ursini (saxofone, clarinete e flauta), Daniel Altman (violão 7 cordas e voz) e Gabriel Setúbal (trompete, violão e voz) se revezam nas composições do grupo que tem Diego Casas (violão e voz) como letrista oficial. E, Flora Poppovic, além da percussão precisa, principal intérprete, dá o toque feminino à banda com sua linda voz. Os arranjos se resolvem sempre de maneira coletiva - sambas, choros, frevos e canções fazem parte do repertório."
Texto, AQUI
Pitanga em Pé de Amora - Quando Eu Te Encontrar
Pitanga em Pé de Amora - Melhor Assim
Pitanga em Pé de Amora - Shot
Pitanga em Pé de Amora - Frevo a Tempo
O disco Pitanga em Pé de Amora pode ser baixado AQUI
Saiba Mais Sobre o Grupo, AQUI
Texto, AQUI
Pitanga em Pé de Amora - Quando Eu Te Encontrar
Pitanga em Pé de Amora - Melhor Assim
Pitanga em Pé de Amora - Shot
Pitanga em Pé de Amora - Frevo a Tempo
O disco Pitanga em Pé de Amora pode ser baixado AQUI
Saiba Mais Sobre o Grupo, AQUI
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Música - Douglas Germano
"Orí, literalmente, cabeça em língua yorubá (física e metafísica), também dá nome ao primeiro álbum-solo de Douglas Germano. O projeto faz referências diretas ao candomblé em apenas duas faixas, mas o canto responsorial, os atabaques e o violão, entre outras citações veladas, fazem deste álbum um verdadeiro conjunto de afrosambas contemporâneos."
"Douglas Germano é filho de músico da noite, tocou em bateria de escola de samba, fez parceria com Kiko Dinucci no Duo Moviola e no Bando Afromacarrônico - o que explica sua ligação incondicional com o samba paulista pós-Adoniran. “Nem sei se sou sambista”, ele diz. Mas confessa que quando pega o violão ou o cavaquinho “sai samba”. Germano é cronista do partido alto."
Texto de Júlio de Paula, AQUI
"Orí é tapa na cara e precisa ser ouvido. Nasceu Orí (na tradição dos orixás “Orí” significa “cabeça humana” onde reside o conhecimento e o espírito). Douglas Germano, poeta irrepreensível, cronista inconformado, nos presenteia com um belíssimo CD que garante um frescor à discografia brasileira destes tempos. É obra de urgência, que berra. Que não assina protocolo, não é insípida, tampouco inodora. É oposto."
"Tudo brotou das andanças do compositor, do olhar atento e inflamado acerca do cotidiano, da forma ritualística de narrar suas histórias e personagens, da sabedoria na espera. Comemoro este trabalho também por rememorar o que há de melhor no cancioneiro dos afrosambas e paralelamente desvirtuá-lo. Mudar seu curso. Douglas coloca uma lupa nesta música e a contemporiza com uma assinatura inconfundível. Ao mesmo tempo resgata o gênero com atabaques e toques dos terreiros de religião afro tendo-os como convidados de honra da festa."
Texto de Fabiana Cozza, AQUI
Douglas Germano - Damião
Duo Moviola - Cio (Kiko Dinucci e Douglas Germano)
Adriana Moreira - Lama (Douglas Germano)
Para baixar o disco Orí, clique AQUI
Para Saber mais sobre Douglas Germano, clique AQUI
"Douglas Germano é filho de músico da noite, tocou em bateria de escola de samba, fez parceria com Kiko Dinucci no Duo Moviola e no Bando Afromacarrônico - o que explica sua ligação incondicional com o samba paulista pós-Adoniran. “Nem sei se sou sambista”, ele diz. Mas confessa que quando pega o violão ou o cavaquinho “sai samba”. Germano é cronista do partido alto."
Texto de Júlio de Paula, AQUI
"Orí é tapa na cara e precisa ser ouvido. Nasceu Orí (na tradição dos orixás “Orí” significa “cabeça humana” onde reside o conhecimento e o espírito). Douglas Germano, poeta irrepreensível, cronista inconformado, nos presenteia com um belíssimo CD que garante um frescor à discografia brasileira destes tempos. É obra de urgência, que berra. Que não assina protocolo, não é insípida, tampouco inodora. É oposto."
"Tudo brotou das andanças do compositor, do olhar atento e inflamado acerca do cotidiano, da forma ritualística de narrar suas histórias e personagens, da sabedoria na espera. Comemoro este trabalho também por rememorar o que há de melhor no cancioneiro dos afrosambas e paralelamente desvirtuá-lo. Mudar seu curso. Douglas coloca uma lupa nesta música e a contemporiza com uma assinatura inconfundível. Ao mesmo tempo resgata o gênero com atabaques e toques dos terreiros de religião afro tendo-os como convidados de honra da festa."
Texto de Fabiana Cozza, AQUI
Douglas Germano - Damião
Duo Moviola - Cio (Kiko Dinucci e Douglas Germano)
Adriana Moreira - Lama (Douglas Germano)
Para baixar o disco Orí, clique AQUI
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Música - Romulo Fróes
"Sou Romulo Fróes, 40 anos. Sou cantor, compositor e estou lançando meu quarto disco de carreira que se chama “Um Labirinto em Cada Pé”. Sou um compositor que lida com música brasileira de todas as formas que ela existe, em todas as suas vertentes, do samba, rock, baião, frevo. Me sinto proprietário, me sinto dono dessa música e a minha intenção desde sempre foi lidar com a música brasileira como todo. Nos meus dois primeiros discos, acho que fiquei muito mais mergulhado no mundo do samba, no mundo do “samba triste”, que é o que mais me agrada. Nelson Cavaquinho talvez seja o meu grande ídolo, o grande cara da minha vida."
"Então esses dois primeiros discos mergulhavam no universo lírico do samba mais triste, e por causa disso, ganhei a pecha de sambista. E ai, no terceiro disco, um disco duplo, realizei o que sempre quis: fazer música brasileira de todo o jeito que ela se apresenta, que também é um retrato da minha geração. Essa geração é isso, lida com a história da música brasileira da forma como melhor lhe convém sem ter muito pensamento sobre isso, sem ter um movimento organizado ou questões sobre a sua história, ela simplesmente pega tudo pra ela, tudo pertence a ela e ela faz uso disso assim e é por isso que é muito difícil organizar essa geração. Acho que esse é o fato dela ser tão diversa. Dela nem negar o passado, nem incensar o passado, nem pedir a benção ao passado. Para ela o passado é dela. Não tem essa coisa de vou negar a música brasileira ou vou continuar a música brasileira. Eu vou fazer música, eu sou brasileiro, to no Brasil e tudo isso faz parte da minha música."
Trecho de entrevista de Romulo Fróes, AQUI
Romulo Fróes - Nada Disso é pra Você Querer
Romulo Fróes - Suíte
Romulo Fróes - Muro
"Um Labirinto em Cada Pé, a fórmula poética encontrada pelo cantor e compositor paulistano para batizar seu quarto e último disco, diz muito a respeito do seu apreço pelas contradições, pelos paradoxos, curtos-circuitos e demais operações com as quais constrói seu trabalho e ideias. Mas para aquele que se dispõe a atravessar esse “mar russo”, antecipo: de nada adianta ouvir o que Fróes diz, sem escutar seus discos, sua voz indefectível, a instrumentação e os arranjos. Não há como permanecer impassível diante da canção e da poética desenvolvida com os artistas plásticos Nuno Ramos, Clima e seu mais novo parceiro, Rodrigo Campos. Uma estética que subverte os hábitos, a função cotidiana das palavras (e das canções), harmoniza ideias opostas e provoca a imaginação."
Texto, AQUI
Dona Inah - Olhos da Cara
O disco Um Labirinto em Cada Pé pode ser baixado AQUI
Saiba Mais Sobre Romulo Fróes, AQUI, AQUI, AQUI,
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Música - Gunnar Vargas
"Só reclama da atual safra da música popular brasileira aquele que ainda não se aventurou pelos sons que tem brotado em território nacional na última década. Seja através de registros que reinterpretam as mesmas temáticas lançadas nas décadas de 60 e 70 ou pela produção de trabalhos experimentais, que cruzam temáticas e gêneros distintos, o que não falta são artistas que corrompam a lógica tradicional daquilo que por anos delimitou os padrões da MPB. Casando sons do passado com o presente, o paulistano Gunnar Vargas faz de sua estreia um álbum que abre as portas para o samba e o jazz, propondo fórmulas e melodias que agradam desde ouvintes veteranos até aos novatos na nossa música."
"Se determinados discos parecem se transportar para décadas específicas, em Circo Incandescente (2011, Independente) não é o álbum que se transporta ao passado, mas sim o ouvinte e todo o universo ao seu redor que tem seu fluxo temporal quebrado. Sai de cena o panorama futurístico dos anos 2000 e entra uma ambientação que vai da década de 1940 até princípios dos anos 60. Pessoas em trajes de época, ambientes boêmios e a boa música de Vargas que ecoa pelos quatro cantos, como se viesse para colorir a paisagem que ali se forma."
Texto de Cleber Facchi, AQUI
Gunnar Vargas - Mais Um Samba
Marcia Castro e Gunnar Vargas - Vai Me Procurar
Gunnar Vargas - Circo Incandescente
Paula da Paz - Vai em Paz
O disco Circo Incandescente pode ser baixado AQUI
Saiba Mais Sobre Gunnar Vargas, AQUI e AQUI
"Se determinados discos parecem se transportar para décadas específicas, em Circo Incandescente (2011, Independente) não é o álbum que se transporta ao passado, mas sim o ouvinte e todo o universo ao seu redor que tem seu fluxo temporal quebrado. Sai de cena o panorama futurístico dos anos 2000 e entra uma ambientação que vai da década de 1940 até princípios dos anos 60. Pessoas em trajes de época, ambientes boêmios e a boa música de Vargas que ecoa pelos quatro cantos, como se viesse para colorir a paisagem que ali se forma."
Texto de Cleber Facchi, AQUI
Gunnar Vargas - Mais Um Samba
Marcia Castro e Gunnar Vargas - Vai Me Procurar
Gunnar Vargas - Circo Incandescente
Paula da Paz - Vai em Paz
O disco Circo Incandescente pode ser baixado AQUI
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Música -> + MPB 2011
2011 vêm se revelando um ano prolífico em bons lançamentos, aqui mais alguns bons discos já lançados:
Criolo - Linha de Frente - baixe o disco "Nó Na Orelha", AQUI
Vinicius Castro - Bala Perdida - baixe o disco "Jogo de Palavras", AQUI
Bixiga 70 - Grito de Paz - baixe o disco "Bixiga 70", AQUI
Cícero - Tempo de Pipa - baixe o disco "Canções de Apartamento", AQUI
Dani Turcheto - Deu Zoeira - baixe o disco "Madeira Torta", AQUI
Um excelente site para se acompanhar os lançamentos de música brasileira é o Musicoteca, que sempre disponibiliza discos para se baixar, AQUI
Outros discos interessantes já lançados em 2011, alguns caindo mais para o samba, outros ao rock, ao rap, ao experimental, mas todos produzidos no Brasil e de boa qualidade, os em destaque estão com os links para se baixar:
Eddie - Veraneio
Passo Torto
Hamilton de Holanda - Brasilianos 3
Karina Buhr - Longe de Onde
Nuda - A Maré Nenhuma
Constantina - Haveno
MarginalS
Emicida - Doozicabraba e a Revolução Silenciosa
Pélico - Que Isso Fique Entre Nós
Lê Almeida - Mono Maçã
ruído mm - introdução à cortina do sótão
Los Porongas - O Segundo Depois do Silêncio
Sobre a Máquina - Areia
Burro Morto - Baptista Virou Máquina
Lirinha - Lira
China - Moto Contínuo
Adriana Calcanhoto - O Micróbio do Samba
Chico Buarque - Chico
Thais Gulin - ôÔÔôôÔôÔ
Anelis Assumpção - Sou Suspeita Estou Sujeita Não Sou Santa
Rogério Skylab - Skylab X
Domenico - Cine Privê
Kassim - Sonhando Devagar
Marcelo Camelo - Toque Dela
Momo - Serenade of A Sailor
Mônica Salmaso - Alma Lírica Brasileira
Hamilton de Holanda & André Mehmari - GismontiPascoal
Tonho Crocco - O Lado Brilhante da Lua
E ainda estamos na expectativa dos novos de Mariana Aydar, Pipo Pegoraro, Siba Veloso, André Mehmari, Sambanzo, Marisa Monte, Karina Buhr, Junio Barreto e Gal Costa. 2011, que ano pra MPB!
Criolo - Linha de Frente - baixe o disco "Nó Na Orelha", AQUI
Vinicius Castro - Bala Perdida - baixe o disco "Jogo de Palavras", AQUI
Bixiga 70 - Grito de Paz - baixe o disco "Bixiga 70", AQUI
Cícero - Tempo de Pipa - baixe o disco "Canções de Apartamento", AQUI
Dani Turcheto - Deu Zoeira - baixe o disco "Madeira Torta", AQUI
Um excelente site para se acompanhar os lançamentos de música brasileira é o Musicoteca, que sempre disponibiliza discos para se baixar, AQUI
Outros discos interessantes já lançados em 2011, alguns caindo mais para o samba, outros ao rock, ao rap, ao experimental, mas todos produzidos no Brasil e de boa qualidade, os em destaque estão com os links para se baixar:
Eddie - Veraneio
Passo Torto
Hamilton de Holanda - Brasilianos 3
Karina Buhr - Longe de Onde
Nuda - A Maré Nenhuma
Constantina - Haveno
MarginalS
Emicida - Doozicabraba e a Revolução Silenciosa
Pélico - Que Isso Fique Entre Nós
Lê Almeida - Mono Maçã
ruído mm - introdução à cortina do sótão
Los Porongas - O Segundo Depois do Silêncio
Sobre a Máquina - Areia
Burro Morto - Baptista Virou Máquina
Lirinha - Lira
China - Moto Contínuo
Adriana Calcanhoto - O Micróbio do Samba
Chico Buarque - Chico
Thais Gulin - ôÔÔôôÔôÔ
Anelis Assumpção - Sou Suspeita Estou Sujeita Não Sou Santa
Rogério Skylab - Skylab X
Domenico - Cine Privê
Kassim - Sonhando Devagar
Marcelo Camelo - Toque Dela
Momo - Serenade of A Sailor
Mônica Salmaso - Alma Lírica Brasileira
Hamilton de Holanda & André Mehmari - GismontiPascoal
Tonho Crocco - O Lado Brilhante da Lua
E ainda estamos na expectativa dos novos de Mariana Aydar, Pipo Pegoraro, Siba Veloso, André Mehmari, Sambanzo, Marisa Monte, Karina Buhr, Junio Barreto e Gal Costa. 2011, que ano pra MPB!
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23 de julho de 2011
Música - João Gilberto, 80 Anos
Reza a lenda, que após passar um período isolado para estudos, reflexões e redefinições, especialmente uma notória temporada em Diamantina, João Gilberto apareceu com a batida da bossa nova que maravilhou o mundo.
Em seu livro sobre a bossa nova, Ruy Castro diz que Chega de Saudade, a canção que deu início ao movimento a partir de sua gravação, primeiro com Elizeth Cardoso, depois com o próprio João, foi composta por Tom Jobim em seu sítio no Poço Fundo, aqui em São José do Vale do Rio Preto.
Reza uma outra lenda, que a música foi apresentada a João Gilberto num período de duas semanas que ele passou aqui, no sítio de Tom, burilando ainda mais a nova batida. Não à toa, muitos gostam de considerar São José como o berço da bossa. O resto é história...
João Gilberto e Bebel Gilberto - Chega de Saudade (Tom Jobim/Vinícius de Morais)
"Chega de Saudade havia sido composta por Jobim como um chorinho. Pois João Gilberto o transformou num samba enxuto, no qual o violão deixa de ser um mero acompanhante para dividir o primeiro plano com a voz. A letra é interpretada como quem fala, de modo íntimo. A melodia (de fundamento europeu) se amalgama à harmonia (com inspiração do jazz americano) e ao ritmo (que vem da África e se condensa no samba) para dar origem a outra coisa: um som que é uma arte."
Texto: Mário Sérgio Conti, AQUI
Desafinado (Tom Jobim/Newton Mendonça)
Tom Jobim e João Gilberto - Garota de Ipanema (Tom Jobim/ Newton Mendonça)
Wave (Tom Jobim)
Tom Jobim, João Gilberto e Luis Bonfá - trecho do filme italiano Copacabana Palace -
Canção do Mar (Luis Bonfá/Maria Toledo)
Saiba Mais sobre João Gilberto e a Bossa Nova, AQUI, AQUI , AQUI, AQUI, e AQUI.
Em seu livro sobre a bossa nova, Ruy Castro diz que Chega de Saudade, a canção que deu início ao movimento a partir de sua gravação, primeiro com Elizeth Cardoso, depois com o próprio João, foi composta por Tom Jobim em seu sítio no Poço Fundo, aqui em São José do Vale do Rio Preto.
Reza uma outra lenda, que a música foi apresentada a João Gilberto num período de duas semanas que ele passou aqui, no sítio de Tom, burilando ainda mais a nova batida. Não à toa, muitos gostam de considerar São José como o berço da bossa. O resto é história...
João Gilberto e Bebel Gilberto - Chega de Saudade (Tom Jobim/Vinícius de Morais)
"Chega de Saudade havia sido composta por Jobim como um chorinho. Pois João Gilberto o transformou num samba enxuto, no qual o violão deixa de ser um mero acompanhante para dividir o primeiro plano com a voz. A letra é interpretada como quem fala, de modo íntimo. A melodia (de fundamento europeu) se amalgama à harmonia (com inspiração do jazz americano) e ao ritmo (que vem da África e se condensa no samba) para dar origem a outra coisa: um som que é uma arte."
Texto: Mário Sérgio Conti, AQUI
Desafinado (Tom Jobim/Newton Mendonça)
Tom Jobim e João Gilberto - Garota de Ipanema (Tom Jobim/ Newton Mendonça)
Wave (Tom Jobim)
Tom Jobim, João Gilberto e Luis Bonfá - trecho do filme italiano Copacabana Palace -
Canção do Mar (Luis Bonfá/Maria Toledo)
Saiba Mais sobre João Gilberto e a Bossa Nova, AQUI, AQUI , AQUI, AQUI, e AQUI.
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Roda de Choro na Calçada da Cultura
Teve início no último dia 05 de junho a Roda de Choro da Calçada da Cultura. Realizada no espaço do CineClube Humberto Mauro, a roda contou com a participação de professores e alunos da escola de música da Calçada, Magno, Bruno, William, Gabriel, Juvenil e Magro Nei. A ideia é seguir com as apresentações domingo sim, domingo não, por volta de 09:30 da manhã, no CineClube Humberto Mauro, na Estação. Outro ponto importante é a distrubuição de mudas de árvores nativas que estão sendo distribuidas gratuitamente todos os domingos na Estação e que está ajudando no reflorestamentop de nosso município.
As próximas rodas confirmadas se realizarão nos dias 31 de julho e 14 e 28 de agosto. A Calçada convida todos a comparecer e prestigiar nossos músicos locais e passar uma manhã agradável ao som do melhor do chorinho nacional. Para acompanhar os eventos promovidos pela Calçada da Cultura, siga-nos no Twitter, Facebook e Orkut.
1ª Roda de Choro da Calçada da Cultura
Brejeiro (Ernesto Nazareth)
As próximas rodas confirmadas se realizarão nos dias 31 de julho e 14 e 28 de agosto. A Calçada convida todos a comparecer e prestigiar nossos músicos locais e passar uma manhã agradável ao som do melhor do chorinho nacional. Para acompanhar os eventos promovidos pela Calçada da Cultura, siga-nos no Twitter, Facebook e Orkut.
1ª Roda de Choro da Calçada da Cultura
Brejeiro (Ernesto Nazareth)
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Marcadores:
Calçada da Cultura,
Ed. 05,
música,
reportagem
+ João Gilberto
"Quando foi lançado, no primeiro trimestre de 1959, o LP Chega de Saudade de João Gilberto provocou a mais completa reviravolta na história da música popular brasileira. João, que faz 80 anos dia 10 de junho, já era o que havia de mais espantoso com dois discos singles (de 78 rotações) gravados no ano anterior. As quatro novas canções haviam virado a cabeça de jovens inclinados, mas ainda não decididos, a seguir a carreira de músico. Eram Chega de Saudade, Bim Bom, Desafinado e Ho-ba-la-lá, e entre os jovens estavam Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Milton Nascimento, Edu Lobo, Francis Hime e outros mais que formariam a nata de compositores. A música de João os fez determinados. Nessas gravações, os dogmas de uma nova forma de canção brasileira estavam explícitos em elementos fundamentais, o ritmo, a harmonia, a batida de violão e a maneira de cantar."
Texto: Zuza Homem de Mello, AQUI
Chega de Saudade (Tom Jobim/Vinícius de Morais)
Bim Bom (João Gilberto)
Desafinado (Tom Jobim/Newton Mendonça)
Ho-ba-la-lá (João Gilberto)
Texto: Zuza Homem de Mello, AQUI
Chega de Saudade (Tom Jobim/Vinícius de Morais)
Bim Bom (João Gilberto)
Desafinado (Tom Jobim/Newton Mendonça)
Ho-ba-la-lá (João Gilberto)
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++ João Gilberto
"Quando se pergunta a João Gilberto por que não compõe mais, sua explicação é singela e generosa: 'Mas há tanta coisa bonita a ser consertada!'. Ele prefere o trabalho modesto de polir a beleza que já existe a satisfazer o seu "eu" autoral. É um trabalho árduo. Em 1971, num show que fez na TV Tupi, ele interpretou Largo da Lapa, de Wilson Batista e Marino Pinto. A interpretação é maravilhosa. Mas ele acha que o encaixe entre a primeira e a segunda estrofes ainda não está bom. Por isso, quase quarenta anos depois, ainda não há registro em disco."
"Ele recompõe músicas tradicionais e contemporâneas. Trabalha com tudo, de sambas a boleros. Em português, inglês, italiano ou francês. Subtrai notas, altera o andamento, introduz silêncios, junta versos e muda as letras. O que resulta é algo bem distante do original. João Gilberto retira os andaimes da música-matriz para torná-la mais direta, objetiva e clara."
Texto: Mário Sérgio Conti, AQUI
Estate (Bruno Martino)
Pra Que Discutir Com Madame ( Haroldo Barbosa/Janet de Almeida)
Aos Pés da Santa Cruz (Marino Pinto/Zé da Zilda)
O Samba da Minha Terra (Dorival Caymmi)
"Ele recompõe músicas tradicionais e contemporâneas. Trabalha com tudo, de sambas a boleros. Em português, inglês, italiano ou francês. Subtrai notas, altera o andamento, introduz silêncios, junta versos e muda as letras. O que resulta é algo bem distante do original. João Gilberto retira os andaimes da música-matriz para torná-la mais direta, objetiva e clara."
Texto: Mário Sérgio Conti, AQUI
Estate (Bruno Martino)
Pra Que Discutir Com Madame ( Haroldo Barbosa/Janet de Almeida)
Aos Pés da Santa Cruz (Marino Pinto/Zé da Zilda)
O Samba da Minha Terra (Dorival Caymmi)
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+++ João Gilberto
Antes de estourar com os primeiros compactos e LPs, João Gilberto fez uma participação no disco de Elizeth Cardoso, "Canção do Amor Demais", de 1958.
Elizeth Cardoso - Chega de Saudade (Tom Jobim/Vinícius de Morais)
"A capa do disco não diz, o selo também não – mas o violão que se ouve logo na primeira faixa do lado A é de um rapaz tido, naquele ano de 1958, como muito promissor: João Gilberto. Canção do Amor Demais é citado em todos os registros sobre a música popular brasileira como um marco fundamental. Como um desses raros e básicos divisores de águas. Mas ele não é ainda o lançamento oficial da bossa nova. Não. Este LP é, antes, uma espécie de último ensaio geral antes do grande salto que seria a bossa nova. Poucos meses depois do ensaio geral que é este Canção do Amor Demais é que Tom, Vinícius e João lançariam oficialmente a bossa nova, no primeiro LP de João, de março de 1959, Chega de Saudade. A música “Chega de Saudade” (Tom-Vinícius), aliás, é justamente a primeira faixa do LP de Elizeth Cardoso. E lá está, pela primeira vez em um disco que fez sucesso, a batida de violão diferente, personalíssima, que seria um dos símbolos do novo movimento. Lá está, por exemplo, a mesma flauta que abriria a faixa gravada pelo próprio João, meses mais tarde."
Elizeth Cardoso - Outra Vez (Tom Jobim/Vinícius de Morais)
"Mas não são exatamente os mesmos arranjos que Tom criaria para o disco de João. Estes – aí, sim, já a bossa nova em sua forma plena – seriam mais simples, mais despojados de traços grandiloqüentes, como as grandes entradas de cordas presente no disco de Elizete. Neste Canção do Amor Demais, conforme observou o maestro Júlio Medaglia, no seu Balanço da Bossa Nova, publicado no Suplemento Literário de O Estado de S. Paulo em 1966, “o acompanhamento e a orquestração eram em geral sinfônicos e com instrumentação carregada. Note-se que o próprio Jobim, que orquestraria o disco de João alguns meses mais tarde, teria uma atitude completamente diferente ao trabalhar ao lado do ‘baiano bossa- nova’, evitando as soluções ‘melacrinianas’ de ‘mil violinos’ e ‘glissandos’ de harpas, recurso tão comumente empregados pelos orquestradores de rotina”."
Texto de Sérgio Vaz, AQUI
Elizeth Cardoso e João Gilberto - Eu Não Existo Sem Você (Tom Jobim/Vinícius de Morais)
Elizeth Cardoso - Chega de Saudade (Tom Jobim/Vinícius de Morais)
"A capa do disco não diz, o selo também não – mas o violão que se ouve logo na primeira faixa do lado A é de um rapaz tido, naquele ano de 1958, como muito promissor: João Gilberto. Canção do Amor Demais é citado em todos os registros sobre a música popular brasileira como um marco fundamental. Como um desses raros e básicos divisores de águas. Mas ele não é ainda o lançamento oficial da bossa nova. Não. Este LP é, antes, uma espécie de último ensaio geral antes do grande salto que seria a bossa nova. Poucos meses depois do ensaio geral que é este Canção do Amor Demais é que Tom, Vinícius e João lançariam oficialmente a bossa nova, no primeiro LP de João, de março de 1959, Chega de Saudade. A música “Chega de Saudade” (Tom-Vinícius), aliás, é justamente a primeira faixa do LP de Elizeth Cardoso. E lá está, pela primeira vez em um disco que fez sucesso, a batida de violão diferente, personalíssima, que seria um dos símbolos do novo movimento. Lá está, por exemplo, a mesma flauta que abriria a faixa gravada pelo próprio João, meses mais tarde."
Elizeth Cardoso - Outra Vez (Tom Jobim/Vinícius de Morais)
"Mas não são exatamente os mesmos arranjos que Tom criaria para o disco de João. Estes – aí, sim, já a bossa nova em sua forma plena – seriam mais simples, mais despojados de traços grandiloqüentes, como as grandes entradas de cordas presente no disco de Elizete. Neste Canção do Amor Demais, conforme observou o maestro Júlio Medaglia, no seu Balanço da Bossa Nova, publicado no Suplemento Literário de O Estado de S. Paulo em 1966, “o acompanhamento e a orquestração eram em geral sinfônicos e com instrumentação carregada. Note-se que o próprio Jobim, que orquestraria o disco de João alguns meses mais tarde, teria uma atitude completamente diferente ao trabalhar ao lado do ‘baiano bossa- nova’, evitando as soluções ‘melacrinianas’ de ‘mil violinos’ e ‘glissandos’ de harpas, recurso tão comumente empregados pelos orquestradores de rotina”."
Texto de Sérgio Vaz, AQUI
Elizeth Cardoso e João Gilberto - Eu Não Existo Sem Você (Tom Jobim/Vinícius de Morais)
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++++ João Gilberto
Desde Que O Samba É Samba (Caetano Veloso)
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25 de maio de 2011
Música - Pedro Caetano
Nascido em 1911, o compositor Pedro Caetano,se vivo, estaria completando cem anos no último dia primeiro de fevereiro. Apesar de ser autor de alguns dos mais famosos sambas e marchinhas carnavalescas, trabalhou durante muitos anos como comerciante de sapatos. Compos em parceria com Alcyr Pires Vermelho, Valfrido Silva, Joel de Almeida e, principalmente com Claudionor Cruz, seu principal parceiro.
Seu maior sucesso foi "É Com Esse Que Eu Vou", muito lembrada na interpretação de Elis Regina.
É Com Esse Que Eu Vou - Elis Regina
Disse Me Disse (Pedro Caetano/Claudionor Cruz) - Stella Damaris
Levei um Bolo (Pedro Caetano/Claudionor Cruz) - Chico Adnet
Para Saber Mais Sobre Pedro Caetano, clique AQUI, AQUI e AQUI
Seu maior sucesso foi "É Com Esse Que Eu Vou", muito lembrada na interpretação de Elis Regina.
É Com Esse Que Eu Vou - Elis Regina
Disse Me Disse (Pedro Caetano/Claudionor Cruz) - Stella Damaris
Levei um Bolo (Pedro Caetano/Claudionor Cruz) - Chico Adnet
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+ Pedro Caetano
Uma de suas mais belas músicas é o chorinho Nova Ilusão, também em parceria com Claudionor Cruz, e que têm uma história de composição curiosa, como conta o historiador João Máximo:
"Sílvio Caldas encomendara a Pedro e Claudionor um samba nos moldes de “Da cor do pecado”, de Bororó, para lançar em seu próximo show. Como os dois parceiros não poderiam se encontrar até lá — Pedro, em sua sapataria; Claudionor, morando longe —, resolveram o problema com Pedro fazendo uma letra para a melodia de “Da cor do pecado”, e Claudionor tratando de apor nova melodia à letra de Bororó. Depois, juntaram suas partes, resultando disso uma obra-prima que Sílvio Caldas não gravou, mas que — de Lúcio Alves a Zélia Duncan, passando por Paulinho da Viola — tem enriquecido o repertório de outros grandes intérpretes: “Se um beija-flor descobrisse/ A doçura e a meiguice/ Que os teus lábios têm/ Jamais roçariam suas asas brejeiras/ Por entre roseiras/ E em jardins de ninguém.”
Nova Ilusão (Pedro Caetano/Claudionor Cruz) - Zélia Duncan
Foi Uma Pedra Que Rolou - Juliana Perdigão & Kristoff Silva
Eu Sou o Tostão - Neusa Maria
Para Saber Mais Sobre Pedro Caetano, clique AQUI, AQUI e AQUI
"Sílvio Caldas encomendara a Pedro e Claudionor um samba nos moldes de “Da cor do pecado”, de Bororó, para lançar em seu próximo show. Como os dois parceiros não poderiam se encontrar até lá — Pedro, em sua sapataria; Claudionor, morando longe —, resolveram o problema com Pedro fazendo uma letra para a melodia de “Da cor do pecado”, e Claudionor tratando de apor nova melodia à letra de Bororó. Depois, juntaram suas partes, resultando disso uma obra-prima que Sílvio Caldas não gravou, mas que — de Lúcio Alves a Zélia Duncan, passando por Paulinho da Viola — tem enriquecido o repertório de outros grandes intérpretes: “Se um beija-flor descobrisse/ A doçura e a meiguice/ Que os teus lábios têm/ Jamais roçariam suas asas brejeiras/ Por entre roseiras/ E em jardins de ninguém.”
Nova Ilusão (Pedro Caetano/Claudionor Cruz) - Zélia Duncan
Foi Uma Pedra Que Rolou - Juliana Perdigão & Kristoff Silva
Eu Sou o Tostão - Neusa Maria
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++ Pedro Caetano
Pedro Caetano faleceu no Rio de Janeiro no dia 27 de julho de 1992, tendo sido depositadas sobre seu caixão as bandeiras da Mangueira e do Flamengo. "Escreveu o livro 50 anos de Música Popular Brasileira - O Que Fiz, O Que Vi", em cujo prefácio o pesquisador musical José Ramos Tinhorão diz:
"(...) Pedro Caetano mostra neste seu livro como um autor de música popular pode servir à crônica do seu tempo e dos fatos do qual é personagem. Através de Pedro Caetano, são os bastidores da criação da música popular de uma época que ficamos conhecendo agora. São pequenas histórias, mas são elas que compõem a História”.
O Que Se Leva Dessa Vida - Leila Pinheiro
Sandália de Prata (Pedro Caetano/ Alcyr Pires Vermelho) - trecho da peça O Homem do Terno Preto – A vida e obra e Pedro Caetano
Caprichos Do Destino (Pedro Caetano/Claudionor Cruz) - Orlando Silva
Para Saber Mais Sobre Pedro Caetano, clique AQUI, AQUI e AQUI
"(...) Pedro Caetano mostra neste seu livro como um autor de música popular pode servir à crônica do seu tempo e dos fatos do qual é personagem. Através de Pedro Caetano, são os bastidores da criação da música popular de uma época que ficamos conhecendo agora. São pequenas histórias, mas são elas que compõem a História”.
O Que Se Leva Dessa Vida - Leila Pinheiro
Sandália de Prata (Pedro Caetano/ Alcyr Pires Vermelho) - trecho da peça O Homem do Terno Preto – A vida e obra e Pedro Caetano
Caprichos Do Destino (Pedro Caetano/Claudionor Cruz) - Orlando Silva
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20 de março de 2011
Música
O baque foi grande e muito se perdeu em janeiro. No entanto, é preciso prosseguir e a Escola de Música da Calçada da Cultura já está em pleno funcionamento. Com aulas às terças, quintas e domingos, a escola está aberta a todos e é totalmente gratuita, disponibilizando aulas de violão, cavaquinho, bandolim, contrabaixo acústico, teclados, trumpete, clarinete, trombone, saxofone, canto coral e pandeiro. Pra quem já têm o seu instrumento, é só comparecer na Lira de Santa Cecília, na Estação, e fazer sua inscrição. Aos que não possuem instrumentos, ainda existem alguns disponíveis para empréstimo.
A Escola funciona nas terças e quintas das sete às nove da noite e aos domingos, de nove às onze da manhã.
Essa semana recomeçaram as aulas na Escola Portátil de Música no Rio de Janeiro, onde os instrutores da Calçada estão se aperfeiçoando, e alguns alunos que começaram o aprendizado em São José já foram admitidos lá para aprofundarem seu aprendizado. É o caso de Gabriel, que frequenta a EPM desde o segundo semestre do ano passado.
Gabriel na Roda de Choro da EPM - Benzinho (Jacob do Bandolim)
A seleção de músicas dessa edição giraria em torno do carnaval, diante dos acontecimentos os planos ficaram para o próximo ano. Passado o carnaval, é a Quarta-Feira de Cinzas, é a Quaresma. Período de reflexão, mas não de inação. Urge recomeçar, dar a volta por cima, renascer das cinzas.
Marcha da Quarta-Feira de Cinzas - Ivana Domenico
Sonho de um Carnaval - Chico Buarque
Agora é Cinza - Trio Irakitan
Ela Desatinou - Chico Buarque e Tom Jobim
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+ Música
Maior é Deus - Grupo Moinho
Desesperar Jamais - Mariana Aydar & Ivan Lins
O Sol Nascerá - Cartola
Recomeçar - Paulinho da Viola & Elton Medeiros
Desesperar Jamais - Mariana Aydar & Ivan Lins
O Sol Nascerá - Cartola
Recomeçar - Paulinho da Viola & Elton Medeiros
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