"Orí, literalmente, cabeça em língua yorubá (física e metafísica), também dá nome ao primeiro álbum-solo de Douglas Germano. O projeto faz referências diretas ao candomblé em apenas duas faixas, mas o canto responsorial, os atabaques e o violão, entre outras citações veladas, fazem deste álbum um verdadeiro conjunto de afrosambas contemporâneos."
"Douglas Germano é filho de músico da noite, tocou em bateria de escola de samba, fez parceria com Kiko Dinucci no Duo Moviola e no Bando Afromacarrônico - o que explica sua ligação incondicional com o samba paulista pós-Adoniran. “Nem sei se sou sambista”, ele diz. Mas confessa que quando pega o violão ou o cavaquinho “sai samba”. Germano é cronista do partido alto."
Texto de Júlio de Paula, AQUI
"Orí é tapa na cara e precisa ser ouvido. Nasceu Orí (na tradição dos orixás “Orí” significa “cabeça humana” onde reside o conhecimento e o espírito). Douglas Germano, poeta irrepreensível, cronista inconformado, nos presenteia com um belíssimo CD que garante um frescor à discografia brasileira destes tempos. É obra de urgência, que berra. Que não assina protocolo, não é insípida, tampouco inodora. É oposto."
"Tudo brotou das andanças do compositor, do olhar atento e inflamado acerca do cotidiano, da forma ritualística de narrar suas histórias e personagens, da sabedoria na espera. Comemoro este trabalho também por rememorar o que há de melhor no cancioneiro dos afrosambas e paralelamente desvirtuá-lo. Mudar seu curso. Douglas coloca uma lupa nesta música e a contemporiza com uma assinatura inconfundível. Ao mesmo tempo resgata o gênero com atabaques e toques dos terreiros de religião afro tendo-os como convidados de honra da festa."
Texto de Fabiana Cozza, AQUI
Douglas Germano - Damião
Duo Moviola - Cio (Kiko Dinucci e Douglas Germano)
Adriana Moreira - Lama (Douglas Germano)
Para baixar o disco Orí, clique AQUI
Para Saber mais sobre Douglas Germano, clique AQUI
23 de setembro de 2011
Música - Douglas Germano
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+ Ravi, Ananda e Anoushka Shankar
Ravi Shankar no Dick Cavett Show
Ananda Shankar - Metamorphosis
Ravi e Anoushka Shankar
Saiba Mais Sobre Ravi Shankar, AQUI
Saiba Mais Sobre Anoushka Shankar, AQUI
Ananda Shankar - Metamorphosis
Ravi e Anoushka Shankar
Saiba Mais Sobre Ravi Shankar, AQUI
Saiba Mais Sobre Anoushka Shankar, AQUI
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VJ Marcelo
Fora de Catálogo - Avena de Castro
Avena de Castro foi o mais conhecido e talvez um dos únicos músicos brasileiros a se dedicar à citara e tocar música popular. Gravou com Jacob do Bandolim, Radamés Gnatalli, Zé Bodega e outros, indo do choro à bossa nova. Foi também compositor de chorinhos e fundador do Clube do Choro de Brasília. O Fora de Catálogo traz dois discos de Avena, há muito fora de catálogo, eles podem ser encontrados nos links abaixo, em dois excelentes blogs que têm várias raridades disponíveis para se baixar, o "Baú de LongPlaying" e o "Vinyl Maniac".
Tudo é Bossa Nova! (1961), AQUI
Naquele Tempo (1961), AQUI
Grupo Sem Conversa - O'ki Kirias (Avena de Castro)
Dainer Schmidt e Joao Batista Sartor - Dialogando (Avena de Castro)
Conjunto Época de Ouro - Evocação à Jacob (Avena de Castro
Para encerrar o assunto Sítara nessa edição, abaixo um exemplo de música brasileira tocada com o instrumento indiano:
Andrea Drigo - Tupy Raga/Trenzinho do Caipira/Asa Branca
Saiba Mais Sobre Avena de Castro, AQUI
Saiba Mais Sobre a Cítara Ocidental, AQUI
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fora de catálogo
++ Lygia Pape e a Piraquê
"Se você é brasileiro, sobretudo carioca, e tem mais de 20 anos, certamente teve sua infância marcada pelas embalagens dos biscoitos Piraquê. Olhe bem para a imagem aí em cima, então, e se despeça: a empresa está substituindo o desenho clássico por outro. Além de ser um projeto pior, mais poluído visualmente, que dispersa as informações em vez de concentrá-las, a nova embalagem da Piraquê joga fora a obra de uma grande artista brasileira e parte da nossa história visual. O que muito pouca gente sabe é que toda a identidade da Piraquê – embalagens dos biscoitos, massas, caminhão e logomarca – foi criada por Lygia Pape, uma das maiores artistas que este país já produziu. A atuação de Lygia – falecida em 2004 – no ramo da comunicação visual foi tão versátil quanto no das artes plásticas. Entre o fim dos anos 1950 e os aos 1970, ela criou numerosos cartazes e letreiros para filmes do Cinema Novo, caso de “Vidas secas”. A partir de 1960, já com boa experiência como programadora visual, atuou na Piraquê."
"Lygia criou o desenho de embalagens que se tornaram clássicas, como as dos biscoitos Cream Crackers, Maria e Maisena, e de quebra inventou um novo conceito para o empacotamento, depois copiado por outras indústrias do Brasil e do exterior. Até então, os biscoitos eram guardados em caixas ou latas padronizadas, fosse qual fosse o seu formato. A artista deenvolveu, no entanto, um método próprio de cortar e colar o papel de embalo, de modo que ele passou a envolver os biscoitos sem gerar sobras dos lados, acima ou abaixo. Os biscoitos passaram a ser empilhados verticalmente e o papel plástico apenas se sobrepunha a esta pilha, criando a forma que as embalagens de Maria, Maisena e Cream Crackers têm até hoje, ou seja, a de sólidos espaciais (cilindro, ovalóide e paralelepípedo)."
Texto de Daniela Name, AQUI
Saiba Mais Sobre Lygia Pape, AQUI e AQUI
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Música - Romulo Fróes
"Sou Romulo Fróes, 40 anos. Sou cantor, compositor e estou lançando meu quarto disco de carreira que se chama “Um Labirinto em Cada Pé”. Sou um compositor que lida com música brasileira de todas as formas que ela existe, em todas as suas vertentes, do samba, rock, baião, frevo. Me sinto proprietário, me sinto dono dessa música e a minha intenção desde sempre foi lidar com a música brasileira como todo. Nos meus dois primeiros discos, acho que fiquei muito mais mergulhado no mundo do samba, no mundo do “samba triste”, que é o que mais me agrada. Nelson Cavaquinho talvez seja o meu grande ídolo, o grande cara da minha vida."
"Então esses dois primeiros discos mergulhavam no universo lírico do samba mais triste, e por causa disso, ganhei a pecha de sambista. E ai, no terceiro disco, um disco duplo, realizei o que sempre quis: fazer música brasileira de todo o jeito que ela se apresenta, que também é um retrato da minha geração. Essa geração é isso, lida com a história da música brasileira da forma como melhor lhe convém sem ter muito pensamento sobre isso, sem ter um movimento organizado ou questões sobre a sua história, ela simplesmente pega tudo pra ela, tudo pertence a ela e ela faz uso disso assim e é por isso que é muito difícil organizar essa geração. Acho que esse é o fato dela ser tão diversa. Dela nem negar o passado, nem incensar o passado, nem pedir a benção ao passado. Para ela o passado é dela. Não tem essa coisa de vou negar a música brasileira ou vou continuar a música brasileira. Eu vou fazer música, eu sou brasileiro, to no Brasil e tudo isso faz parte da minha música."
Trecho de entrevista de Romulo Fróes, AQUI
Romulo Fróes - Nada Disso é pra Você Querer
Romulo Fróes - Suíte
Romulo Fróes - Muro
"Um Labirinto em Cada Pé, a fórmula poética encontrada pelo cantor e compositor paulistano para batizar seu quarto e último disco, diz muito a respeito do seu apreço pelas contradições, pelos paradoxos, curtos-circuitos e demais operações com as quais constrói seu trabalho e ideias. Mas para aquele que se dispõe a atravessar esse “mar russo”, antecipo: de nada adianta ouvir o que Fróes diz, sem escutar seus discos, sua voz indefectível, a instrumentação e os arranjos. Não há como permanecer impassível diante da canção e da poética desenvolvida com os artistas plásticos Nuno Ramos, Clima e seu mais novo parceiro, Rodrigo Campos. Uma estética que subverte os hábitos, a função cotidiana das palavras (e das canções), harmoniza ideias opostas e provoca a imaginação."
Texto, AQUI
Dona Inah - Olhos da Cara
O disco Um Labirinto em Cada Pé pode ser baixado AQUI
Saiba Mais Sobre Romulo Fróes, AQUI, AQUI, AQUI,
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+++ Lygia Pape - Tteia
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Ed. 06
Música - Gunnar Vargas
"Só reclama da atual safra da música popular brasileira aquele que ainda não se aventurou pelos sons que tem brotado em território nacional na última década. Seja através de registros que reinterpretam as mesmas temáticas lançadas nas décadas de 60 e 70 ou pela produção de trabalhos experimentais, que cruzam temáticas e gêneros distintos, o que não falta são artistas que corrompam a lógica tradicional daquilo que por anos delimitou os padrões da MPB. Casando sons do passado com o presente, o paulistano Gunnar Vargas faz de sua estreia um álbum que abre as portas para o samba e o jazz, propondo fórmulas e melodias que agradam desde ouvintes veteranos até aos novatos na nossa música."
"Se determinados discos parecem se transportar para décadas específicas, em Circo Incandescente (2011, Independente) não é o álbum que se transporta ao passado, mas sim o ouvinte e todo o universo ao seu redor que tem seu fluxo temporal quebrado. Sai de cena o panorama futurístico dos anos 2000 e entra uma ambientação que vai da década de 1940 até princípios dos anos 60. Pessoas em trajes de época, ambientes boêmios e a boa música de Vargas que ecoa pelos quatro cantos, como se viesse para colorir a paisagem que ali se forma."
Texto de Cleber Facchi, AQUI
Gunnar Vargas - Mais Um Samba
Marcia Castro e Gunnar Vargas - Vai Me Procurar
Gunnar Vargas - Circo Incandescente
Paula da Paz - Vai em Paz
O disco Circo Incandescente pode ser baixado AQUI
Saiba Mais Sobre Gunnar Vargas, AQUI e AQUI
"Se determinados discos parecem se transportar para décadas específicas, em Circo Incandescente (2011, Independente) não é o álbum que se transporta ao passado, mas sim o ouvinte e todo o universo ao seu redor que tem seu fluxo temporal quebrado. Sai de cena o panorama futurístico dos anos 2000 e entra uma ambientação que vai da década de 1940 até princípios dos anos 60. Pessoas em trajes de época, ambientes boêmios e a boa música de Vargas que ecoa pelos quatro cantos, como se viesse para colorir a paisagem que ali se forma."
Texto de Cleber Facchi, AQUI
Gunnar Vargas - Mais Um Samba
Marcia Castro e Gunnar Vargas - Vai Me Procurar
Gunnar Vargas - Circo Incandescente
Paula da Paz - Vai em Paz
O disco Circo Incandescente pode ser baixado AQUI
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Música -> + MPB 2011
2011 vêm se revelando um ano prolífico em bons lançamentos, aqui mais alguns bons discos já lançados:
Criolo - Linha de Frente - baixe o disco "Nó Na Orelha", AQUI
Vinicius Castro - Bala Perdida - baixe o disco "Jogo de Palavras", AQUI
Bixiga 70 - Grito de Paz - baixe o disco "Bixiga 70", AQUI
Cícero - Tempo de Pipa - baixe o disco "Canções de Apartamento", AQUI
Dani Turcheto - Deu Zoeira - baixe o disco "Madeira Torta", AQUI
Um excelente site para se acompanhar os lançamentos de música brasileira é o Musicoteca, que sempre disponibiliza discos para se baixar, AQUI
Outros discos interessantes já lançados em 2011, alguns caindo mais para o samba, outros ao rock, ao rap, ao experimental, mas todos produzidos no Brasil e de boa qualidade, os em destaque estão com os links para se baixar:
Eddie - Veraneio
Passo Torto
Hamilton de Holanda - Brasilianos 3
Karina Buhr - Longe de Onde
Nuda - A Maré Nenhuma
Constantina - Haveno
MarginalS
Emicida - Doozicabraba e a Revolução Silenciosa
Pélico - Que Isso Fique Entre Nós
Lê Almeida - Mono Maçã
ruído mm - introdução à cortina do sótão
Los Porongas - O Segundo Depois do Silêncio
Sobre a Máquina - Areia
Burro Morto - Baptista Virou Máquina
Lirinha - Lira
China - Moto Contínuo
Adriana Calcanhoto - O Micróbio do Samba
Chico Buarque - Chico
Thais Gulin - ôÔÔôôÔôÔ
Anelis Assumpção - Sou Suspeita Estou Sujeita Não Sou Santa
Rogério Skylab - Skylab X
Domenico - Cine Privê
Kassim - Sonhando Devagar
Marcelo Camelo - Toque Dela
Momo - Serenade of A Sailor
Mônica Salmaso - Alma Lírica Brasileira
Hamilton de Holanda & André Mehmari - GismontiPascoal
Tonho Crocco - O Lado Brilhante da Lua
E ainda estamos na expectativa dos novos de Mariana Aydar, Pipo Pegoraro, Siba Veloso, André Mehmari, Sambanzo, Marisa Monte, Karina Buhr, Junio Barreto e Gal Costa. 2011, que ano pra MPB!
Criolo - Linha de Frente - baixe o disco "Nó Na Orelha", AQUI
Vinicius Castro - Bala Perdida - baixe o disco "Jogo de Palavras", AQUI
Bixiga 70 - Grito de Paz - baixe o disco "Bixiga 70", AQUI
Cícero - Tempo de Pipa - baixe o disco "Canções de Apartamento", AQUI
Dani Turcheto - Deu Zoeira - baixe o disco "Madeira Torta", AQUI
Um excelente site para se acompanhar os lançamentos de música brasileira é o Musicoteca, que sempre disponibiliza discos para se baixar, AQUI
Outros discos interessantes já lançados em 2011, alguns caindo mais para o samba, outros ao rock, ao rap, ao experimental, mas todos produzidos no Brasil e de boa qualidade, os em destaque estão com os links para se baixar:
Eddie - Veraneio
Passo Torto
Hamilton de Holanda - Brasilianos 3
Karina Buhr - Longe de Onde
Nuda - A Maré Nenhuma
Constantina - Haveno
MarginalS
Emicida - Doozicabraba e a Revolução Silenciosa
Pélico - Que Isso Fique Entre Nós
Lê Almeida - Mono Maçã
ruído mm - introdução à cortina do sótão
Los Porongas - O Segundo Depois do Silêncio
Sobre a Máquina - Areia
Burro Morto - Baptista Virou Máquina
Lirinha - Lira
China - Moto Contínuo
Adriana Calcanhoto - O Micróbio do Samba
Chico Buarque - Chico
Thais Gulin - ôÔÔôôÔôÔ
Anelis Assumpção - Sou Suspeita Estou Sujeita Não Sou Santa
Rogério Skylab - Skylab X
Domenico - Cine Privê
Kassim - Sonhando Devagar
Marcelo Camelo - Toque Dela
Momo - Serenade of A Sailor
Mônica Salmaso - Alma Lírica Brasileira
Hamilton de Holanda & André Mehmari - GismontiPascoal
Tonho Crocco - O Lado Brilhante da Lua
E ainda estamos na expectativa dos novos de Mariana Aydar, Pipo Pegoraro, Siba Veloso, André Mehmari, Sambanzo, Marisa Monte, Karina Buhr, Junio Barreto e Gal Costa. 2011, que ano pra MPB!
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23 de julho de 2011
Editorial
De João para cá... De João em João... De João para sempre... Deus de João... Desde João... De João para o que nunca se ouviu... De João do compasso... De João aos pés de ouvidos... De João batida de frente com o coração... De João de Samba... De João não se esquece... De João irmão do violão... De João por África, Bahia e Copacabana e Ipanema e Poço Fundo... De João da minha terra... De João todo mundo bole... De João mão-de-obra em concerto... De João dialeto e sotaque... De João bonito e dissonante... De João para lá... De João no New York Times... De João baiano mais novo baiano muito mais novo baiano... De João na encruzilhada que ninguém bateu tambor... De João máximo do divino mínimo... De João no pecado sem vexame de mídiadilha... De João muito mais carnaval... De João parafuso a mais no giro da roda de samba. João antropossamba... Desce mais uma aí o DJ...
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Música - João Gilberto, 80 Anos
Reza a lenda, que após passar um período isolado para estudos, reflexões e redefinições, especialmente uma notória temporada em Diamantina, João Gilberto apareceu com a batida da bossa nova que maravilhou o mundo.
Em seu livro sobre a bossa nova, Ruy Castro diz que Chega de Saudade, a canção que deu início ao movimento a partir de sua gravação, primeiro com Elizeth Cardoso, depois com o próprio João, foi composta por Tom Jobim em seu sítio no Poço Fundo, aqui em São José do Vale do Rio Preto.
Reza uma outra lenda, que a música foi apresentada a João Gilberto num período de duas semanas que ele passou aqui, no sítio de Tom, burilando ainda mais a nova batida. Não à toa, muitos gostam de considerar São José como o berço da bossa. O resto é história...
João Gilberto e Bebel Gilberto - Chega de Saudade (Tom Jobim/Vinícius de Morais)
"Chega de Saudade havia sido composta por Jobim como um chorinho. Pois João Gilberto o transformou num samba enxuto, no qual o violão deixa de ser um mero acompanhante para dividir o primeiro plano com a voz. A letra é interpretada como quem fala, de modo íntimo. A melodia (de fundamento europeu) se amalgama à harmonia (com inspiração do jazz americano) e ao ritmo (que vem da África e se condensa no samba) para dar origem a outra coisa: um som que é uma arte."
Texto: Mário Sérgio Conti, AQUI
Desafinado (Tom Jobim/Newton Mendonça)
Tom Jobim e João Gilberto - Garota de Ipanema (Tom Jobim/ Newton Mendonça)
Wave (Tom Jobim)
Tom Jobim, João Gilberto e Luis Bonfá - trecho do filme italiano Copacabana Palace -
Canção do Mar (Luis Bonfá/Maria Toledo)
Saiba Mais sobre João Gilberto e a Bossa Nova, AQUI, AQUI , AQUI, AQUI, e AQUI.
Em seu livro sobre a bossa nova, Ruy Castro diz que Chega de Saudade, a canção que deu início ao movimento a partir de sua gravação, primeiro com Elizeth Cardoso, depois com o próprio João, foi composta por Tom Jobim em seu sítio no Poço Fundo, aqui em São José do Vale do Rio Preto.
Reza uma outra lenda, que a música foi apresentada a João Gilberto num período de duas semanas que ele passou aqui, no sítio de Tom, burilando ainda mais a nova batida. Não à toa, muitos gostam de considerar São José como o berço da bossa. O resto é história...
João Gilberto e Bebel Gilberto - Chega de Saudade (Tom Jobim/Vinícius de Morais)
"Chega de Saudade havia sido composta por Jobim como um chorinho. Pois João Gilberto o transformou num samba enxuto, no qual o violão deixa de ser um mero acompanhante para dividir o primeiro plano com a voz. A letra é interpretada como quem fala, de modo íntimo. A melodia (de fundamento europeu) se amalgama à harmonia (com inspiração do jazz americano) e ao ritmo (que vem da África e se condensa no samba) para dar origem a outra coisa: um som que é uma arte."
Texto: Mário Sérgio Conti, AQUI
Desafinado (Tom Jobim/Newton Mendonça)
Tom Jobim e João Gilberto - Garota de Ipanema (Tom Jobim/ Newton Mendonça)
Wave (Tom Jobim)
Tom Jobim, João Gilberto e Luis Bonfá - trecho do filme italiano Copacabana Palace -
Canção do Mar (Luis Bonfá/Maria Toledo)
Saiba Mais sobre João Gilberto e a Bossa Nova, AQUI, AQUI , AQUI, AQUI, e AQUI.
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Roda de Choro na Calçada da Cultura
Teve início no último dia 05 de junho a Roda de Choro da Calçada da Cultura. Realizada no espaço do CineClube Humberto Mauro, a roda contou com a participação de professores e alunos da escola de música da Calçada, Magno, Bruno, William, Gabriel, Juvenil e Magro Nei. A ideia é seguir com as apresentações domingo sim, domingo não, por volta de 09:30 da manhã, no CineClube Humberto Mauro, na Estação. Outro ponto importante é a distrubuição de mudas de árvores nativas que estão sendo distribuidas gratuitamente todos os domingos na Estação e que está ajudando no reflorestamentop de nosso município.
As próximas rodas confirmadas se realizarão nos dias 31 de julho e 14 e 28 de agosto. A Calçada convida todos a comparecer e prestigiar nossos músicos locais e passar uma manhã agradável ao som do melhor do chorinho nacional. Para acompanhar os eventos promovidos pela Calçada da Cultura, siga-nos no Twitter, Facebook e Orkut.
1ª Roda de Choro da Calçada da Cultura
Brejeiro (Ernesto Nazareth)
As próximas rodas confirmadas se realizarão nos dias 31 de julho e 14 e 28 de agosto. A Calçada convida todos a comparecer e prestigiar nossos músicos locais e passar uma manhã agradável ao som do melhor do chorinho nacional. Para acompanhar os eventos promovidos pela Calçada da Cultura, siga-nos no Twitter, Facebook e Orkut.
1ª Roda de Choro da Calçada da Cultura
Brejeiro (Ernesto Nazareth)
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música,
reportagem
Conselheiro Brás Mandou Ver - Mostra Zé do Caixão
Com o término da Mostra Cinema e Cangaço, o CineClube Humberto Mauro já está programando uma outra, dessa vez abordando um gênero que não teve muitos cultores no cinema nacional, o horror, mas que revelou um de seus maiores mestres: José Mojica Marins. Autodidata, primitivo, possuidor de uma imaginação delirante, Mojica angariou com seus filmes inúmeros fãs no Brasil e no exterior, principalmente com seu mais famoso personagem, Zé do Caixão - ou Coffin Joe, para os americanos. A mostra trará os quatro principais filmes com o personagem, que apareceu pela primeira vez em 1963, no filme "À Meia-Noite Levarei Sua Alma" e só veio a ter sua saga concluída em 2008 com "A Encarnação do Demônio". O cinema de Mojica foi objeto de diversos artigos, teses, livros e filmes. Dois deles estão a seguir.
"Maldito - O Estranho Mundo de José Mojica Marins", foi dirigido por Ivan Finotti e André Barcinski, que já haviam feito uma biografia homônima. Entre cenas de arquivo, trechos de filme, depoimentos e até cenas consideradas perdidas, o filme traça um painel do autor e de sua famosa criatura e acabou sendo premiado no festival de cinema de Sundance, nos Estados Unidos. Abaixo, a primeira parte e o link para ver o restante.
Assista ao restante do filme AQUI
"O Universo de Mojica Marins" é um média metragem realizado por Ivan Cardoso, um dos maiores discípulos do mestre, realizador de filmes como "As Sete Vampiras" e "O Segredo da Múmia". O filme alterna trechos das principais obras de Mojica com depoimentos em que ele procura passar sua visão de mundo e do cinema. Selecionamos a segunda parte, e abaixo estão os dois links para o restante.
Assista às partes um e três desse filme, AQUI e AQUI
Para Saber Mais Sobre o Filme, clique AQUI
Para Ler uma Entrevista do discípulo com o mestre, clique AQUI
Mostra Zé do Caixão:
03/08 - À Meia Noite Levarei Sua Alma
06/08 - Esta Noite Encarnarei No Teu Cadáver
10/08 - O Despertar da Besta
13/08 - A Encarnação do Demônio
Acompanhe a Programação do CineClube Humberto Mauro, AQUI
Site Oficial de José Mojica Marins, AQUI
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Artes Plásticas - Alfredo Volpi
Nascido na Itália, Alfredo Volpi imigra com os pais para o Brasil quando tinha um ano e meio. Começou pintando murais decorativos em 1911, de forma autodidata. Nos anos 30, passa a fazer parte do Grupo Santa Helena. A denominação do grupo, e a inserção de Volpi nele, é oriunda mais de uma proximidade física dos pintores (que pintavam em uma sala do Edifício Santa Helena) e da sua origem comum do que de uma identificação estética. Volpi destoava do grupo especialmente por não ser um pintor conservador.
Para Saber Mais Sobre a Obra de Alfredo Volpi, clique AQUI, AQUI e AQUI
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Ed. 05
Quadrinhos - Níquel Náusea
Níquel Náusea é a maior criação do quadrinista Fernando Gonsales, paulista nascido em 03 de fevereiro de 1961. Da mesma geração que explodiu nas HQs nacionais nos anos 80 (Laerte, Glauco, Angeli...), Fernando Gonsales apareceu ao vencer um concurso da Folha de São Paulo em 1985, onde vem desde então publicando suas tiras. Formado em veterinária e biologia, acaba usando muitas informações científicas na sua produção, que originou personagens como Rato Router, a baratinha Fliti, Vostradeis e tantos outros.
Para Saber Mais Sobre Fernando Gonsales e sua obra, clique AQUI e AQUI
Para Ver Uma Entrevista no Youtube com ele, clique AQUI
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quadrinhos
+ João Gilberto
"Quando foi lançado, no primeiro trimestre de 1959, o LP Chega de Saudade de João Gilberto provocou a mais completa reviravolta na história da música popular brasileira. João, que faz 80 anos dia 10 de junho, já era o que havia de mais espantoso com dois discos singles (de 78 rotações) gravados no ano anterior. As quatro novas canções haviam virado a cabeça de jovens inclinados, mas ainda não decididos, a seguir a carreira de músico. Eram Chega de Saudade, Bim Bom, Desafinado e Ho-ba-la-lá, e entre os jovens estavam Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Milton Nascimento, Edu Lobo, Francis Hime e outros mais que formariam a nata de compositores. A música de João os fez determinados. Nessas gravações, os dogmas de uma nova forma de canção brasileira estavam explícitos em elementos fundamentais, o ritmo, a harmonia, a batida de violão e a maneira de cantar."
Texto: Zuza Homem de Mello, AQUI
Chega de Saudade (Tom Jobim/Vinícius de Morais)
Bim Bom (João Gilberto)
Desafinado (Tom Jobim/Newton Mendonça)
Ho-ba-la-lá (João Gilberto)
Texto: Zuza Homem de Mello, AQUI
Chega de Saudade (Tom Jobim/Vinícius de Morais)
Bim Bom (João Gilberto)
Desafinado (Tom Jobim/Newton Mendonça)
Ho-ba-la-lá (João Gilberto)
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Fotografia Com Célia - Inauguração do CineClube Humberto Mauro
No dia 08 de Abril de 2011, a Calçada da Cultura inaugurou o CineClube Humberto Mauro. Depois de termos sido contemplados pelo Projeto Cine Mais Cultura, do governo federal, que disponibiliza equipamentos e filmes para projetos culturais por todo o Brasil, contamos com o apoio da Prefeitura Municipal de São José do Vale do Rio Preto, através da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, que nos cedeu o espaço para que o cinema pudesse funcionar.
Acompanhe a programação do CineClube Humberto Mauro, AQUI
E siga-nos nas redes sociais: Twitter, Facebook e Orkut.
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Ed. 05,
fotografia
Poesia - Carlos Drummond de Andrade
Mundo Grande
Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo.
Por isso me grito,
por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos.
Sim, meu coração é muito pequeno.
Só agora vejo que nele não cabem os homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.
A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.
Mas também a rua não cabe todos os homens.
A rua é menor que o mundo.
O mundo é grande.
Tu sabes como é grande o mundo.
Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão.
Viste as diferentes cores dos homens.
as diferentes dores dos homens.
sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso
num só peito de homem... sem que ele estale.
Fecha os olhos e esquece.
Escuta a água nos vidros,
tão calma. Não anuncia nada.
Entretanto escorre nas mãos,
tão calma! vai’ inundando tudo...
Renascerão as cidades submersas?
Os homens submersos — voltarão?
Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de indivíduo
desaprendi a linguagem
com que homens se comunicam.)
Outrora escutei os anjos,
as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente.
Em verdade sou muito pobre.
Outrora viajei
países imaginários, fáceis de habitar.
ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e convocando ao suicídio
Meus amigos foram às ilhas.
Ilhas perdem o homem.
Entretanto alguns se salvaram e
trouxeram a notícia
de que o mundo, o grande mundo está crescendo todos os dias,
entre o fogo e o amor.
Então, meu coração também pode crescer.
Entre o amor e o fogo,
entre a vida e o fogo,
meu coração cresce dez metros e explode.
— Ó vida futura! nós te criaremos.
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