O CineClube Humberto Mauro não fica restrito apenas à exibição de filmes, e funciona como verdadeira sede da Calçada da Cultura. Além de guardar os equipamentos e bonecos, e servir de local para nossas reuniões semanais (abertas a todos, sempre às segundas, em torno das sete horas da noite) ele já está recebendo algumas aulas da Escola de Música da Calçada e do Curso de Audiovisual e Cinema.
Também, aos domingos, quinzenalmente, acontece a Roda de Choro da Calçada da Cultura.
Aulas de desenho, teatro e oficinas de poesia também estão em nossos planos.
E em breve estará funcionando nosso centro de informática comunitário, disponibilizando acesso à internet gratuito para a população.
Até Capoeira já aconteceu no Cine!
Acompanhe a programação do CineClube Humberto Mauro, AQUI
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23 de julho de 2011
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Fora de Catálogo - João Gilberto
Numa edição que fala dos 80 anos de João Gilberto, claro que essa seção do Fora de Catálogo tinha que abordar a mais notável ausência de reedição da discografia brasileira. Os três primeiros LPs de João Gilberto continuam até hoje sem um relançamento decente em CD. Eles foram juntados pela gravadora em um único CD, chamado "O Mito", na década de 90, que teve que ser tirado de circulação devido a uma ação judicial movida por João, que alegou que a gravadora deturpou o conceito original dos discos ao alterar a ordem das faixas e a mixagem original. A disputa jurídica continua até hoje, e o mundo continua sem poder ouvir alguns dos trabalhos fundamentais do século XX. Resta recorrer à rede...
"Esse primeiro LP de João Gilberto dura 22 minutos e 35 segundos definindo outra marca inédita, a economia, a depuração do supérfluo. Na condução dos arranjos de Tom Jobim o guia era o violão de João Gilberto. Espremendo a essência de cada canção, João concentrava a fluidez rítmica e melódica; penetrando na sua construção original, introduzia com Tom uma harmonia de acordes invertidos executados em bloco. Sem perda do caráter brasileiro, aquela música alcançava um contexto universal."
"O repertório reunia canções essenciais da bossa nova, uma obra-prima de Carlinhos Lyra, Se É Tarde me Perdoa, outra de Tom, Corcovado, uma terceira de Tom e Newton Mendonça, Meditação, com o verso que deu título ao disco, "o amor, o sorriso e a flor", e o estigma do bom humor na bossa nova, O Pato do ilustre desconhecido Jayme Silva, simbolizando a ligação de João com antigos conjuntos vocais. Na primeira faixa estava o mais convincente modelo de integração texto/melodia da música brasileira, o Samba de Uma Nota Só, de Tom Jobim e Newton Mendonça, possivelmente a síntese da bossa nova nos fundamentais elementos de letra, melodia, ritmo e harmonia. A interpretação de João é direta e enxuta com um final seco após 1 minuto e 35 segundos de perfeição."
"O terceiro LP foi concluído a duras penas após 5 meses e em duas fases, a primeira com a participação do conjunto do organista Walter Wanderley, um músico excepcional, e a segunda com orquestra sob regência de Tom Jobim que também fez os arranjos. Sambas do passado de Caymmi, Geraldo Pereira e da dupla Bide & Marçal eram de tal forma alterados na rítmica e na harmonia que não soavam como outra versão mas como um outro samba. Mas o maior acontecimento desse disco, que tem seu nome como título, foi a apresentação das primeiras gravações de João com violão e nada mais, formando uma entidade que seria a tônica de seus recitais, o que há de mais sublime na música brasileira ainda hoje. Não é um cantor se acompanhando ao violão, são os dois juntos, é um novo conceito representado por dois timbres diferentes, o das cordas vocais e o das cordas do violão formando um terceiro timbre, o de João Gilberto."
Texto: Zuza Homem de Mello, d'AQUI
Entenda melhor a disputa entre João e a gravadora, AQUI
Os links para download foram tirados de um dos melhores blogs que disponbilizam música brasileira, o Um Que Tenha
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Desde Que O Samba É Samba (Caetano Veloso)
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30 de maio de 2011
Editorial
É com essa. Foi com esse. Eu vou para o qualquer. Eu sou. Caio na Rede. Mandei bilhete azul para a TV. Faço desabafo na multidão. Chamo pelo secreto Catatau. É com esse que eu vou. Sambar até cair no chão em Málaga. É... Crianças não dormem nas ruas Cubanas. Também sou filho-da-rua. Se essa rua vai pra Rede é por querer. Ronco da cuíca. Ronca-ronca da cuíca na Rede. Moinho de versos e de rumos. Todo mundo animado. Baile perfumado. Raso da Catarina. Xaxado. Adeus cacarejo pop. Sol escaldante. Respostas com o maravilhoso Bispo do Rosário. De olho no museu do olho do mundo. Te muda Ministério da Cultura para a Colônia Juliano Moreira.
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25 de maio de 2011
Conselheiro Brás Mandou Ver - Mostra Cinema e Cangaço
Nesta quarta-feira, 25 de maio, começa no CineClube Humberto Mauro, a mostra Cinema e Cangaço, que toda semana apresentará um título diferente abordando esse que é quase um gênero à parte dentro da cinematografia brasileira. Drama e comédia, adulto e infantil, documentário e aventura, quase todo tipo de abordagem foi utilizada para se tratar do Cangaço ao longo dos anos, deixando uma longa lista de títulos, alguns já esquecidos, outros que se tornaram clássicos do cinema nacional.
Nesse espaço, deixamos as filmagens mais antigas sobre o tema que ainda resistem ao tempo, que são as realizadas pelo caixeiro-viajante Benjamim Abrahão, em 1936, com o bando de Lampião. Determinado a realizar um filme com o famoso cangaceiro, ele partiu para o sertão, levando equipamentos emprestados e uma carta de recomendação do Padre Cícero, de quem havia sido secretário. Após serem superadas as desconfianças iniciais, Benjamim conseguiu realizar o filme, mas não pode colher o fruto de seu trabalho, já que o material foi censurado e apreendido, logo após sua primeira exibição, pelos órgãos de represão e censura do Estado Novo de Getúlio Vargas. Só muitos anos depois o filme, já deteriorado, foi resgatado.
Em 1997, os cineasas Paulo Caldas e Lírio Ferreira, realizaram um filme contando a saga do encontro entre Lampião e Benjamim Abrahão. Baile Perfumado foi um dos filmes de maior sucesso de crítica e público da chamada retomada do cinema nacional, e também está programado na mostra Cinema e Cangaço.
Abaixo, a lista dos filmes que farão parte da mostra:
25 e 28/05 - Corisco e Dadá
01 e 04/06 - O Cangaceiro Trapalhão
08 e 11/06 - Baile Perfumado
15 e 18/06 - O Lamparina
22 e 25/06 - Canta Maria
29/06 e 02/07 - O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro
06 e 09/07 - Os Três Cangaceiros
13 e 16/07 - Deus e o Diabo na Tera do Sol
20 e 23/07 - O Cangaceiro
Para ficar por dentro da programação do CineClube Humberto Mauro, acompanhe o blog AQUI
Para Saber Mais Sobre Benjamim Abrahão, clique AQUI e AQUI
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Biblioteca comunitária em Morro Grande atrai jovens para a leitura
por Jaqueline Deister
Desde março o bairro rural Morro Grande, na cidade de São José do Vale do Rio Preto, conta com um novo espaço para estudo e lazer. Inaugurada há dois meses a Biblioteca Comunitária Novos Horizontes possui um total de 1834 obras que têm atraído cada vez mais os jovens e as crianças para o universo da leitura.
O projeto foi elaborado pelo psicólogo Michel Cabral durante uma disciplina da faculdade chamada Psicologia Comunitária. Segundo Michel, ao longo do curso foram trabalhadas estratégias de como aplicar um projeto social na comunidade.
A iniciativa despertou o interesse do então estudante de ir mais longe. Ele resolveu sair da teoria e implantar no bairro onde morou durante a infância e adolescência o Projeto Novos Horizontes. “A leitura foi fundamental para o meu ingresso no ensino superior, sentia muita falta de livros quando era mais novo e isso me motivou a batalhar para que o projeto da biblioteca saísse do papel”, conta o psicólogo.
A Biblioteca
Mas a idéia não teria sucesso se não fosse o apoio dos moradores locais. A comunidade de Morro Grande abraçou a iniciativa e se mobilizou para que uma sala na desativada Escola Municipal Seraphim Pacheco da Rocha abrigasse o espaço para a leitura.
Rosemery Lira dos Santos é uma das moradoras do bairro que defendeu a idéia. Ela colabora com o projeto desde o início, em setembro de 2010, e realiza atividades de catalogação dos livros, organização da biblioteca e atendimento ao público. Rosemery acredita no potencial transformador da leitura. “Através da leitura todos temos muitas oportunidades de crescer, conhecer novas culturas e entender melhor nossos semelhantes,” destaca a voluntária
Em dois meses de funcionamento a Biblioteca Comunitária Novos Horizontes obteve 54 pessoas cadastradas. De acordo com Rosemery, a procura por livros é maior na faixa etária de 7 a 18 anos. A voluntária diz que é muito gratificante ver o envolvimento e o interesse dos jovens pela leitura.
Mostra Cultural
Criar um espaço para a leitura não é o único objetivo da iniciativa. O projeto busca também levar cultura de qualidade para a população local. A primeira mostra cultural ocorreu no dia 27 de março e marcou a abertura da biblioteca para a comunidade.
O grupo de capoeira Cordão de Ouro Petrópolis trouxe um pouco mais da cultura brasileira para o Morro Grande. Mestre Banzo comandou os alunos que fizeram apresentação de maculelê, capoeira e samba de roda. A empolgação do grupo contagiou os mais de 50 moradores presentes que não resistiram e caíram no samba.
A comunidade cai no samba com Mestre Banzo
O evento trouxe também a cultura japonesa, chinesa e árabe com demonstrações de karate, tai chi chuan e dança do ventre. Além disso, muita poesia marcou a abertura de cada bloco de atividades.
A música ficou por conta do cantor Sérgio Botelho e do músico Magno Cabral. A dupla apresentou clássicos nacionais e internacionais que fizeram história nos anos 70, 80 e 90.
Os músicos Magno e Sérgio no dueto
Além de atrações culturais a mostra privilegiou a Educação. A professora Andréa Cabral ministrou a oficina A escrita sem mistérios, que teve como finalidade mostrar os diferentes tipos de discursos literários e o quanto a leitura desenvolve a capacidade de expressão oral e escrita.
A professora Andréa ministrando a oficina
A liberdade que se adquire com o conhecimento foi o assunto principal da palestra Educação e Liberdade conduzida pela estudante de Psicologia Tamiris Dantas. O educador Paulo Freire serviu de base para que a palestrante defende-se a importância da reflexão e das escolhas no mundo contemporâneo.
A próxima mostra cultural do Projeto Novos Horizontes será no dia 11 de junho na escola Seraphim Pacheco da Rocha. De acordo com o coordenador da iniciativa, Michel Cabral, a segunda edição valorizará a questão do meio ambiente, a cultura local e a contação de histórias para crianças e adolescentes. “Abordaremos temas como reciclagem, poluição e desperdício de recursos naturais. Queremos valorizar os músicos da região e para isso faremos um show de forró e uma aula gratuita de dança de salão para toda a comunidade”, diz o psicólogo.
A Biblioteca Comunitária Novos Horizontes está instalada na antiga escola Seraphim Pacheco da Rocha, na Estrada Afonso Rodrigues Bittencourt, no Morro Grande. O espaço está aberto para a comunidade todas às terças das 8.30h as 13.30h e às quintas-feiras das 12.30 as 17.30h.
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Poesia - Paulo Leminski
moinho de versos
movido a vento
em noites de boemia
movido a vento
em noites de boemia
vai vir o dia
quando tudo que eu diga
seja poesia
quando tudo que eu diga
seja poesia
vazio
agudo
ando meio
cheio de tudo
agudo
ando meio
cheio de tudo
"Para Limpar Lágrimas, Paulo Leminski"
Roteiro e direção: Cristiana Miranda
Fotografia: Igor Cabral, Nilson Primitivo, Raul Zito
Voz e assistência de direção: Felipe Cataldo
Montagem: Jordana Berg
Para Saber Mais Sobre Paulo Leminski, clique AQUI e AQUI
Para Ler Mais Poesias de Paulo Leminski, clique AQUI, AQUI, AQUI e AQUI
Para Ver Vídeos de e sobre Paulo Leminski, clique AQUI
Para mais detalhes sobre Catatau, uma de suas mais importantes obras, clique AQUI
"Na mesa da poesia, prefiro a carne sem gordura, os ovos crus, a água na temperatura ambiente, a voz natural. Poesia tem que me surpreender. Poesia envolvente e insinuante me cheira a vigarice. Eu vejo logo o truque. Eu quero o susto e o eco do susto."
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Música - Pedro Caetano
Nascido em 1911, o compositor Pedro Caetano,se vivo, estaria completando cem anos no último dia primeiro de fevereiro. Apesar de ser autor de alguns dos mais famosos sambas e marchinhas carnavalescas, trabalhou durante muitos anos como comerciante de sapatos. Compos em parceria com Alcyr Pires Vermelho, Valfrido Silva, Joel de Almeida e, principalmente com Claudionor Cruz, seu principal parceiro.
Seu maior sucesso foi "É Com Esse Que Eu Vou", muito lembrada na interpretação de Elis Regina.
É Com Esse Que Eu Vou - Elis Regina
Disse Me Disse (Pedro Caetano/Claudionor Cruz) - Stella Damaris
Levei um Bolo (Pedro Caetano/Claudionor Cruz) - Chico Adnet
Para Saber Mais Sobre Pedro Caetano, clique AQUI, AQUI e AQUI
Seu maior sucesso foi "É Com Esse Que Eu Vou", muito lembrada na interpretação de Elis Regina.
É Com Esse Que Eu Vou - Elis Regina
Disse Me Disse (Pedro Caetano/Claudionor Cruz) - Stella Damaris
Levei um Bolo (Pedro Caetano/Claudionor Cruz) - Chico Adnet
Para Saber Mais Sobre Pedro Caetano, clique AQUI, AQUI e AQUI
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Artes Plásticas - Arthur Bispo do Rosário
Arthur Bispo do Rosário passou boa parte de sua vida internado na Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro, diagnosticado como esquizofrênico-paranóico. Sua explosão criativa começou quando em um de seus surtos ouviu uma voz que lhe pediu para reconstruir o mundo, para que fosse apresentado diante de Deus quando do Juízo Final.
Manto de Apresentação
Miniaturas
Bril Soleil
Bril Soleil 2
Estandarte
Veleiros
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Remixofagia - Alegorias de uma Revolução
Um vídeo fundamental para entender e se discutir as novas tecnologias, novos conceitos, ressignificação, cultura digital, gil, compartilhamento, pontos de cultura, glauber, antropofagia, politíca cultural, lula, licenças abertas, remix, macunaíma, democracia, oiticica, direitos autorais...
Remixofagia faz parte de um projeto que gerou cinco vídeos produzidos por cinco coletivos de produção audiovisual e que contam um pouco da história da cultura digital no país. Para ver os outros vídeos da série, clique AQUI.
Remixofagia faz parte de um projeto que gerou cinco vídeos produzidos por cinco coletivos de produção audiovisual e que contam um pouco da história da cultura digital no país. Para ver os outros vídeos da série, clique AQUI.
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Antenado no Mundo Com VJ Marcelo - Ernesto Lecuona
Ernesto Lecuona foi um dos primeiros músicos cubanos a despontar no cenário mundial. Teve muitas vezes seu nome aproximado ao de George Gershwin, pela sofisticação de sua música e por também trabalhar na fronteira entre o popular e o erudito. Foi uma criança prodígio, começando a se apresentar em público aos cinco anos. Mais tarde veio a ser aluno de Maurice Ravel. Introdutor da música cubana nos Estados Unidos, acabou fazendo várias trilhas sonoras para filmes de Holywood.
La Comparsa - Bebo & Chucho Valdés
Malaguena - Stan Kenton and his Orchestra
Siboney - Cristy Arias
Para saber mais sobre Ernsto Lecuona, clique AQUI, AQUI e AQUI
Para saber mais sobre a Música Cubana, clique AQUI e AQUI
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Arquitetura - Museu Oscar Niemeyer
Inicialmente projetado por Oscar Niemeyer em 1967 para a instalação do Instituto de Educação do Paraná, o chamado Edifício Presidente Humberto Castelo Branco, que possui o segundo maior vão livre do Brasil (65m) foi logo ocupado pela administração pública estadual. Quando em 2002 se resolveu transforma-lo em um Museu, além das reformas e ampliações no prédio original, viu-se a necessidade de construir um outro anexo. Foi quando Niemeyer criou um de seus projetos mais arrojados, um edifício que lembra o formato de um olho, e que se tornou mais um dos verdadeiros cartões-postais que ele projetou pelo país.
Para Saber Mais Sobre o Museu Oscar Niemeyer, clique AQUI
Para Saber Mais Sobre Oscar Niemeyer, clique AQUI, AQUI ou AQUI
E aqui, uma reportagem sobre Niemeyer e o Museu:
Para Saber Mais Sobre o Museu Oscar Niemeyer, clique AQUI
Para Saber Mais Sobre Oscar Niemeyer, clique AQUI, AQUI ou AQUI
E aqui, uma reportagem sobre Niemeyer e o Museu:
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Quadrinhos - Flávio Colin
Flávio Colin começou a trabalhar com histórias em quadrinhos nos anos 50. Seu primeiro sucesso foram "As Aventuras do Anjo", adaptação de uma rádio-novela de sucesso na época. Como todos os profissionais surgidos nessa época heróica e desbravadora para as HQs, trabalhou com quase todos os gêneros, infantil, terror, aventura, eróticos. Dono de traços simples, mas característicos, facilmente identíficaveis, Colin dedicou boa parte de sua obra para tratar de temas relativos ao nosso folclore e a nossa história.
Um de seus trabalhos mais festejados foi a tirinha diária Vizunga, publicada pela Folha de São Paulo na década de sessenta. Elas narravam as histórias de um ex-caçador e pescador que, em rodas de amigos, conta e ouve casos. O que mais chama atenção em Vizunga são as duas maneiras de se ilustrar a história. Uma de forma mais séria, utilizando traços tradicionais e outra se utilizando de linhas mais caricaturais, para enfatizar as mentiras e exageros do personagem principal, um grande contador de "causos".
__Copacabana
__ Mais tarde caminho pela Avenida Atlantica, olhando o mar a as gaivotas...
__ Lá na beira, frenteàs ondas, avisto um pescador. A seu lado, cravada na areia, a vara com molinete. Paro intrigado. O que pescaria ele?
__ Que peixes ainda se arriscariam em águas tão frequentadas por toda gente.
__ Nisto...
__ Oh! O Lopes veio cedo hoje.
__ Aquele lá, que está pescando. É muito meu amigo. Um mestre pra pegar enchovas!
__ Enchovas? Mas...
__ O quê? Dá muito aqui. Principalmente no verão. Chegam pertinho da praia. Mas só até a altura do posto três e meio. Vindo do posto seis é só garatear.
__ Garatear?
__ Garatéia é um anzol triplo. Isca-se com rabeta de sardinha, o que é um pitéu pra enchova marisqueira.
__ Puxa! Nunca pensei que isto ainda fosse possível nesta praia!
__ Pois até linguado dá aqui. Mas às vezes a gente passa a noite inteira lançando e só pega mesmo é papa-terra, pampo-galhudo ou arraia. Também dá corvina e cocoroca.
__ Bah!
__ É por isso que quase todos vem pescar de molinete leve, tipo francês, que não dá retrocesso. O "nylon" sai aos arrancos, fácil de travar, e não faz cabeleira.
Depois de mais algumas tirinhas introdutórias, Colin ilustra o primeiro "causo" contado por Vizunga:
__ ...e ergui pelas guelras um jaú pesando mais de oitenta quilos!
__ Mas aí, meu amigo, cadê tutano pra carregar o bicho até o topo do barranco? Eu estava exausto.
__ ...e meu primo - coitado! - se mal aguentava comigo, que diria com mais aquele jaúzão!
__ Mas...
__ Socorro! Acudam! Socorro!
__ Todos os pescadores que estavam empoleirados no local, largaram suas varas e vieram ajudar.
__ Puseram-se uns atrás dos outros, agarrando-se pela cinta e formando uma longa fileira que...
__ Que começava comigo.
__ E ia terminar lá em cima, num mascate que puxava seu jerico pelo cabresto.
__ Então, a fileira começou a mover-se e eu e o jaú fomos içados.
__ É claro que nada contamos a meu tio, mas o velho admirou-se muito ao ver o jaú, e eu fiquei com um baita cartaz lá na fazenda.
__ Bem, acho que já o importunei demais, vou andando...
Para Ler um outro trabalho de Flávio Colin, clique AQUI
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+ Arthur Bispo do Rosário
Nascido em 1911, Arthur Bispo do Rosário é mais um dos artistas brasileiros que que completariam o centanário nesse ano. Segundo Marta Dantas, que desenvolveu uma tese de doutorado sobre ele - Arthur Bispo do Rosário A Poética do Delírio - "Bispo não desenhou, não pintou e nem esculpiu, ou seja, não se debruçou sobre nenhuma das atividades expressivas das artes plásticas, mas bordou, costurou, pregou, colou, talhou ou simplesmente compôs através de objetos já prontos. Descobria beleza naquilo onde, aparentemente, não existia."
Após reportagens a seu respeito saírem na imprensa, seu trabalho passa a ser mais conhecido no começo dos anos 80, participando de exposições coletivas e individuais no Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro. Alguns críticos ligam sua obra à arte de vanguarda, descobrindo semelhanças especialmente com a arte de Marcel Duchamp.
Após reportagens a seu respeito saírem na imprensa, seu trabalho passa a ser mais conhecido no começo dos anos 80, participando de exposições coletivas e individuais no Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro. Alguns críticos ligam sua obra à arte de vanguarda, descobrindo semelhanças especialmente com a arte de Marcel Duchamp.
Roda da Fortuna
Vaso Sanitário
Colheres
Canecas
Sem Título
Confete
Para ver uma reportagem sobre sua vida e obra, clique AQUI
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